sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Lei da Entrega com Hora Certa - Confusão no Mercado
• Os ajustes necessários para o cumprimento da nova lei são de grande impacto no processo de venda das lojas de comércio eletrônico, estendendo-se para toda a cadeia do negocio, atingindo fornecedores e principalmente provedores de logística.
• A obrigatoriedade de entrega em determinado período de dia, afeta o processo de venda, que precisará estar interligado com o sistema do provedor logístico (a maior parte das lojas usam diversos provedores, dificultando ainda mais o ajuste necessário). Somente com esta interligação seria possível ofertar datas futuras com períodos disponíveis de entrega para opção do consumidor.
• Por afetar a saída do estoque das lojas, haverá impactos no outro lado da cadeia lojista, os fornecedores e fabricantes dos produtos, que terão que se adequar a uma nova sistemática de preenchimento de estoque, pelo impacto do agendamento da saída.
• O ajuste no sistema de pedidos é também de extrema dificuldade de alteração, pois as lojas operam com meios de pagamentos diversos, com regras de autorização distintas. Para exemplificar:
o Pedidos com boleto bancário – o tempo de confirmação do pagamento por boleto é na média 2 dias, mas pode oscilar de forma significativa, pois a rigor, depende da providencia final do consumidor em efetuar o pagamento em seu banco. Neste caso, se a data sugerida de entrega for daqui a 5 dias, e o pagamento demorar a ser confirmado em 6 dias, não existirá como atender a programação.
o O boleto representa de 15 a 20% das vendas.
• O volume de vendas em 2009 é estimado em quase 45 milhões de pedidos, sendo que parte significativa no mês de dezembro em função do Natal. Para agravar a situação, a lei foi aprovada no período do final de ano, onde qualquer ajuste, mínimo que seja, em processo de venda e logística é inviável de ser feito, pois pode implicar em colapso do sistema, acarretando sérios prejuízos as lojas, e consumidores, pelo potencial impacto do atraso das entregas.
• Para substanciar, o aqui exposto, no dia 27/11, o Procon efetuou pesquisa junto as principais lojas de varejo on-line brasileiras, e constatou que 100% delas não haviam se adequado para o novo processo, 15 dias após a publicação da nova lei. Não se trata de falta de compromisso ou desobediência programada. O fato é que o estabelecido pela Lei 13.747/79 é inviável.
Para complicar ainda mais, mesmo que determina a Lei seja implementado pelo mercado, teremos impactos certos sobre os negócios on-line no Brasil, a saber:
• Elevação de custos – estimativas preliminares das principais empresas de logística do segmento, apontam para a necessidade de quadruplicar a frota de veículos de entrega, supondo o agendamento. Haverá custo relevante na cadeia, o que certamente implicará em aumento nos custos de frete repassados ao consumidor, pois será impossível às lojas, arcarem com 100% da elevação de preço da logística.
• Em conseqüência, teremos mais veículos de entrega nas ruas, deteriorando ainda mais as condições de trafego nas grandes cidades, sobretudo em São Paulo.
• Prazos mais longos – não será possível entregar com agendamento, pedidos em prazos curtos. Inicialmente, o pedido mais rápido terá média de entrega superior a 7 dias, o que em boa parte das vezes não atende a demanda do próprio consumidor que deseja receber logo sua encomenda.
• Perda de faturamento no segmento – como conseqüência das situações descritas, como o aumento de custo, e aumento no prazo de entrega, parte significativa dos consumidores abandonarão o canal internet para compras, acarretando perda de receita em proporção alarmante as lojas do mercado brasileiro.
Por fim uma pesquisa nos principais mercados de consumo online no mundo, revela que em nenhum país pesquisado existe esta prática, inclusive no principal mercado, o norte americano. A principal demanda do consumidor quanto a entrega não é a fixação do período de recebimento e sim a entrega em menor prazo possível, o que, definido pela Lei 13.747/09, teoricamente em beneficio do consumidor, nos remeterá na situação oposta, mais desagradando o serviço aos consumidores do que efetivamente melhor atende-los.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Twitter - As mídias sociais no varejo on-line
O Twitter é uma das mídias sociais em evidência, com uma caracterísita peculiar, sua penetração imediata, mesmo instantânea de troca de informação entre comunidades.
O comércio eletrônico está atento às inovações, sendo a mídia social encarada como de grande potencial para geração de tráfego qualificado para as lojas. Com a saturação da mídia on-line tradicional, novos caminhos são sempre bem vindos, embora, neste caso, com resultados práticos ainda incipientes. Contudo, é preciso analisar com profundidade estas novas possibilidades, para não se repetir o descompasso inicial dos grandes lojistas no melhor aproveitamento das novidades no contexto de geração de demandas de compra. Foi o que aconteceu em relação ao Google, a última inovação com inegável resultado para as vendas.
Muitos lojistas subestimaram o novo canal e pagam ainda hoje por não terem investido em técnicas de search engine que permitissem bons resultados na busca orgânica, se limitando ao aproveitamento do Google na compra de links patrocinados.
No caso do Twitter o desafio parece ser mais complexo, pois diferentemente do Google que nasceu com propósito de valor e modelo comercial vencedor, o Twitter tem uma proposta social de apelo inquestionável, mas modelo comercial ainda a ser definido. De qualquer forma, várias lojas on-line já se utilizam do mecanismo, para informar a seguidores sobre ofertas, lançamentos e promoções exclusivas. Alguns exemplos no Brasil são o Extra.com e Saraiva, já utilizando o Twitter com este propósito.
Outra forma essencial do uso das mídias sociais é reativo, com o monitoramento dos principais canais, para reverter ondas de divulgação negativa. Na noite de ontem, Biz Stone descreveu o caso do serviço de TV paga, ComCast, que em dada ocasião identificou que no Twitter proliferavam mensagens negativas quanto problemas de serviço com clientes insatisfeitos. A empresa teve a sensibildiade para montar um task force, e procurar todos os reclamantes oferecendo solução imediata para os problemas manifestados. Em 24 horas, a ComCast reverteu o conteudo das mensagens espontâneas no Twitter de pior empresa de TV a cabo nos Estados Unidos, para a empresa com o melhor atendimento a clientes do planeta.
Detonaweb 2009 - Quebrando Recordes
A proposta do Detonaweb é promover uma grande ação promocional reunindo as principais lojas de comércio eletrônico, objetivando atrair novos consumidores para o canal on-line. Neste ano, a ação aconteceu no periodo de 14 a 18 de Setembro, obtendo expressivos resultados de tráfego, com quase 1 milhão de visitantes no hotsite da campanha. O aumento de faturamento das lojas participantes, oscilou entre 50% a 70%, comparado a edição do projeto em 2008.
O planejamento do Detonaweb 2010 já se iniciou, prevendo a nova edição em Setembro do próximo ano. O varejo on-line como o físico é muito sensível a promoções. O mês de Setembro é o escolhido para a edição do Detonaweb desde 2005 por não apresentar nenhuma data de propensão de consumo, fazendo já parte, do calendário promocional do varejo on-line no Brasil.
A gestão e planejamento do Detonaweb é feita pela GMATTOS desde sua primeira edição em 2002.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Autorização Negada no Cartão de Crédito - Perdendo o jogo na prorrogação
O problema, que em média, pode afetar 30% das solicitações de autorização, é mais crítico em lojas com ticket médio alto, que operam no parcelado sem juros. O mecanismo de autorização em compras no parcelado, implica que o cliente precisa ter limite de crédito, não para o valor da parcela, mas sim para o valor total do pedido, o que acaba implicando em negativa de autorização.
A situação é tão dramática como a ilustrada no titulo do post - jogar uma partida difícil na final de campeonato. Passar a maior parte do tempo com o placar na frente, mas permitir o empate e logo após já na prorrogacao, sofrer o gol, que dará a vitória ao adversário.
Não existe como resolver de forma plena o problema, embora, seja possível por vezes contorná-lo, ou amenizar seu terrível efeito sobre a taxa de conversão da loja. Duas sugestões de atuação, podem ser consideradas, além da mais óbvia, que é sugerir que o cliente pague com outra forma de pagamento que disponha, no mesmo instante da transação negada:
- Split de Pagamento- usado, por enquanto, por poucas (mas todas grandes) lojas, este formato, permite que o cliente, possa dividir o pagamento entre 2 ou mais cartões de crédito diferentes, em proporção, definida por sua escolha. Assim, digamos uma compra total no valor de R$ 1.200, poderia ser dividida com R$ 800 no cartão Visa do cliente (onde digamos, ele tenha limite disponivel maior) e R$ 400 em seu MasterCard, com o opcao de parcelamento sem juros em ambos.
- Nova tentativa de confirmação - muitos compradores, cada vez mais conscientes do processo do cartão de crédito, optam por comprar próximo do seu vencimento, para ganhar mais tempo no pagamento da primeira parcela. Contudo, com isso, podem onerar o limite disponível, pois, antes do vencimento a adminstradora do cartão não tem a informação sobre o pagamento da fatura atual a vencer, e com isso, o limite é comprometido, com o saldo faturado, e as compras para a fatura do mês seguinte. Neste caso, pode ser que a mesma compra negada seja aprovada no mesmo cartão, alguns dias após, quando o pagamento da fatura atual seja efetivado. Com isso, após um prazo, que sugiro seja de 3 a 5 dias após a autorização negada, a loja pode enviar e-mail marketing para o cliente, sugerindo a efetivação da compra, com um link, direto para check out, onde o pedido já esta montado e o cliente possa usar o mesmo cartão ou outra forma de pagamento.
Na situação de autorização negada é impossível recuperar 100% dos casos, mas digamos que 10% destes casos sejam revertidos. O resultado pode representar melhoria de 0,30 da taxa total de conversão, ou seja, por exemplo, melhorar de 0,8% para 1,1% a conversão final. Pouco? Neste exemplo, a volume de vendas da loja aumentaria 37,5%. Valem todas as tentativas!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Gestão de Tráfego na loja - Analise de Sensibilidade
Note que estas referências são observadas em lojas com nível de excelência de gestão. O mais comum, na verdade, é a média inferior a 1%, mais precisamente entre 0,5 a 1 % de efetividade.
Assustador? Pode ser, mas a gestão do tráfego da loja pode fazer toda a diferença. Imagine aumentar este índice de 0,6% para 1,2%, ou seja, do medíocre para o menos ruim. Esta mudanca de performance, simplesmente dobrará o faturamento atual da loja, neste exemplo hipotético.
Nesta perspectiva, a analise do tráfego na loja é uma variável crítica de sucesso. Conhecer como navega o visitante, onde ele abandona o site, e principalmente, porque o carrinho é abandonado pode revelar ações de correção ou de aperfeiçoamento que resultarão em melhorias imediatas.
Já o problema de cartão de crédito negado, bem este merece um novo post para comentário.
Nota: após longo período sem atualização, voltaremos a dar dinâmica neste blog, com inclusões mais frequentes. Bom proveito!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Melhora na visualização de produtos pode aumentar as vendas de sua loja virtual
Se o recurso 360° consegue afetar positivamente as vendas de peças para eletrônicos, imagine o que este recurso poderia fazer para produtos diretamente ligados ao seu design, como móveis, celulares, TVs, roupas e moda em geral (sapatos, acessórios, etc). No mercado de venda de roupa pela internet, por exemplo, a melhora nas ferramentas de navegação, permitindo o zoom e rotação da imagem do produto e visualização da cor são fundamentais para o sucesso do seu negócio. Algumas lojas nesse segmento vão até além, como o site www.zafu.com.br, especializado na venda on-line de jeans , criou um questionário sobre o perfil e atributos físicos do seu cliente para chegar no jeans “ideal”.
Fonte: Internet Retailer 3/04/2009.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Uma nova abordagem para o Multi Canal – Novas mídias para geração de tráfego
Tráfego. Uma das variáveis críticas para o sucesso de qualquer loja on-line. A gestão desta dimensão do negócio está ficando cada vez mais complexa, pois o principal canal de geração de tráfego, a mídia on-line, é no Brasil, como em outros canais de mídia, bastante concentrada. Poucos portais, concentrando quase que a totalidade da audiência, sendo que o inventário de mídia destes portais é limitado e disputadíssimo entre anunciantes. Nas principais áreas de exposição, as "homes" dos portais, as lojas disputam os espaços não somente entre si, mas também com outros poderosos anunciantes, como bancos, montadoras, imobiliárias entre outros. Some-se a isso a necessidade em aumentar o fluxo de visitantes, e o resultado obvio é a saturação da mídia on-line como gerador de tráfego suplementar necessário para se expandir ou manter a taxa de crescimento das vendas.
Algumas alternativas são usadas em escala, muitas vezes até de forma pouco inteligente como o email marketing. Lojas maduras observam que o volume de vendas através deste canal pode representar de 10 a 15% do faturamento total, o que não é pouco, contudo, a um preço significativo, não em custo efetivo, mas estratégico, na relação com o cliente. O uso indiscriminado do email pode minar a relação de confiança do cliente com a loja, se não forem adotados e respeitados rigorosos critérios de opt-in e privacidade. Para obter o resultado, muitas vezes a relação de emails disparados por venda efetiva tem de ser superior a 1.000 para 1. Para não estressar este canal é necessário o uso de ferramenta de data mining, para envio de ofertas relevante a cada cliente, e rigor no critério do envio.
Outro canal de potencial estratégico de uso ainda incipiente no meio on-line é a chamada venda corporativa, onde a loja desenvolve parceria com empresa que não atua como canal de mídia, mas que mantém forma de comunicação periódica com sua base de clientes, com perfil a fim do uso da internet. Embora não seja único, o exemplo mais evidente deste tipo de parceria é a relação das lojas on-line com bancos de varejo, onde algum tipo de vantagem promocional é concedido a base de clientes do banco, em troca da divulgação, em correspondência especifica, encartes em fatura, entre outros. O potencial deste canal é enorme, pois trata-se de um meio de comunicação muito efetivo da loja com novos clientes no perfil comprador, contudo, assim como no caso do email marketing, muitas considerações a respeito precisam ser analisadas para torná-lo efetivo. As lojas com nível de excelência na gestão observam volume crescente de participação no seu faturamento do canal de venda corporativa. Hoje este faturamento pode chegar de 15 a 20% do total vendido.
A GMATTOS trabalha o canal de venda corporativa desde o ano passado, desenvolvendo ações pontuais ou periódicas para lojas de varejo que desejam entender melhor o potencial efetivo deste canal.